Tenossinovite de De Quervain: tratamento da dor no polegar e punho em Belo Horizonte
Dor na lateral do punho, do lado do polegar, que piora ao segurar o bebê, torcer roupa ou usar o celular. A tendinite de De Quervain tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, sem cirurgia.
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A tenossinovite de De Quervain, também chamada de tendinite de De Quervain ou tendinite do polegar, é a inflamação da bainha dos dois tendões que afastam e esticam o polegar na lateral do punho. É uma das queixas mais comuns no consultório do ortopedista de mão e punho em Belo Horizonte Dr. Henrique Cembranelli, sobretudo entre mães de bebês e pessoas que usam muito o celular.
O que é a tenossinovite de De Quervain?
Na borda do punho, do lado do polegar, os tendões abdutor longo e extensor curto do polegar passam por um túnel estreito, o primeiro compartimento extensor, logo sobre a ponta do osso rádio. Quando a bainha desse túnel inflama e engrossa, os tendões deixam de deslizar e cada movimento do polegar provoca dor. Com o tempo, o compartimento pode se estreitar de forma persistente, o que explica por que casos antigos respondem menos ao repouso.
Sintomas
- Dor na lateral do punho, do lado do polegar, que pode irradiar para o antebraço;
- Piora ao segurar, torcer e levantar: pegar o bebê no colo, torcer pano, abrir pote, usar o celular com uma mão só;
- Inchaço e sensibilidade sobre a ponta do rádio, às vezes com um pequeno nódulo;
- Estalo ou sensação de atrito ao mover o polegar;
- Dificuldade de fazer pinça com força entre polegar e indicador.
Causas e fatores de risco
A causa mais frequente é a sobrecarga repetitiva do polegar com o punho desviado, como no gesto de levantar o bebê pelas axilas. Por isso a condição é tão comum no pós-parto, período em que as alterações hormonais também deixam os tendões mais suscetíveis. Digitação no celular, uso de mouse, jardinagem, tricô e trabalhos com ferramentas manuais são outros gatilhos. Predomina em mulheres entre 30 e 50 anos.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, confirmado pelo teste de Finkelstein: com o polegar dentro do punho fechado, o desvio da mão para o lado do dedo mínimo reproduz a dor. A ultrassonografia realizada na consulta mostra o espessamento da bainha, o líquido ao redor dos tendões e identifica variações anatômicas, como a presença de um septo dividindo o compartimento, que mudam a estratégia de tratamento. Radiografias podem ser pedidas para afastar rizartrose, a artrose da base do polegar, que provoca dor em região próxima.
Tratamento da tenossinovite de De Quervain em Belo Horizonte
Tratamento clínico
Na fase inicial, a combinação de órtese que imobiliza polegar e punho, gelo local, ajuste dos gestos que provocam a dor e anti-inflamatórios por curto período resolve boa parte dos casos. Para mães, orientações simples sobre como pegar o bebê, com o antebraço em vez da pinça do polegar, fazem grande diferença.
Infiltração guiada por ultrassom
Quando a dor persiste por mais de algumas semanas, a infiltração de corticoide dentro do primeiro compartimento, com a agulha guiada pelo ultrassom, é o tratamento de maior eficácia. O guia por imagem garante que o medicamento alcance os dois tendões, inclusive quando há septo, o que é a principal causa de falha da infiltração feita às cegas. A maioria dos pacientes fica sem dor após uma aplicação.
Cirurgia
Reservada aos casos que não respondem às medidas anteriores. Consiste na abertura do teto do primeiro compartimento, liberando os tendões, por uma pequena incisão na lateral do punho, com anestesia local ou regional, em regime ambulatorial. O Dr. Henrique Cembranelli adota técnica que preserva o ramo sensitivo do nervo radial, evitando dormência no dorso do polegar, e o retorno às atividades leves ocorre em poucos dias.
Amamentação não impede o tratamento. Órtese e infiltração local são compatíveis com a amamentação, o que permite tratar a dor sem esperar o desmame. Converse sobre isso na consulta.
Quando procurar o especialista
Procure avaliação se a dor na lateral do punho dura mais de duas semanas, atrapalha o cuidado com o bebê ou o trabalho, ou se voltou depois de um período de melhora. O perfil do Dr. Henrique Cembranelli detalha sua formação em Cirurgia da Mão e os locais de atendimento em Belo Horizonte.
Perguntas frequentes sobre tenossinovite de De Quervain
Tenossinovite de De Quervain tem cura?
Sim. Com órtese e ajuste das atividades nos casos iniciais, ou com infiltração guiada por ultrassom nos persistentes, a grande maioria dos pacientes fica sem dor. Nos raros casos refratários, a liberação cirúrgica do compartimento resolve de forma definitiva.
Qual a diferença entre tendinite de De Quervain e rizartrose?
As duas causam dor perto da base do polegar, mas a De Quervain é inflamação dos tendões na lateral do punho e dói ao mover o polegar; a rizartrose é desgaste da articulação da base do polegar e dói ao fazer pinça e força. O exame físico, o ultrassom e a radiografia diferenciam as duas.
Posso fazer infiltração enquanto amamento?
Sim. A infiltração local de corticoide no punho tem absorção sistêmica mínima e é considerada compatível com a amamentação. A órtese também pode ser usada sem restrição.
Quanto tempo leva para melhorar com a infiltração?
O alívio costuma começar em dois a cinco dias e se completa em cerca de duas semanas. Recomenda-se manter a órtese por alguns dias após a aplicação e evitar os gestos que provocavam a dor.
Quando a cirurgia de De Quervain é necessária?
Quando a dor persiste apesar de órtese e de uma ou duas infiltrações, ou quando o ultrassom mostra estreitamento importante do compartimento. É uma cirurgia pequena, ambulatorial, com retorno às atividades leves em poucos dias.
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