Mão dormente e perda de força

Síndrome do Túnel do Carpo: tratamento em Belo Horizonte com cirurgião da mão

Formigamento nos dedos, mão que dorme à noite e objetos que escapam são sinais clássicos de compressão do nervo mediano. O diagnóstico precoce evita perda de força definitiva.

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Mão com o punho apoiado e área de dor destacada, sintoma típico da síndrome do túnel do carpo

A síndrome do túnel do carpo é a compressão do nervo mediano na passagem pelo punho. É a causa mais comum de mão dormente e formigamento nos dedos, e uma das condições mais tratadas pelo ortopedista especialista em mão em Belo Horizonte Dr. Henrique Cembranelli, com opções que vão da órtese noturna à cirurgia videoartroscópica minimamente invasiva.

O que é a síndrome do túnel do carpo?

O túnel do carpo é um canal estreito na base da palma, formado pelos ossos do punho e fechado por um ligamento firme, o ligamento transverso do carpo. Por dentro dele passam nove tendões flexores e o nervo mediano, responsável pela sensibilidade do polegar, do indicador, do dedo médio e de metade do anelar, além de parte da força do polegar.

Quando o espaço dentro do túnel diminui, por inchaço dos tendões, retenção de líquido ou espessamento do ligamento, o nervo é comprimido. A pressão reduz a circulação dentro do nervo e provoca os sintomas. Se a compressão se mantém por muito tempo, o nervo sofre lesão estrutural e a recuperação passa a ser mais lenta e incompleta.

Sintomas: mão dormente, formigamento e perda de força

Os sinais costumam começar de forma discreta e piorar ao longo de meses. Os mais frequentes são:

  • Dormência e formigamento no polegar, no indicador e no dedo médio, poupando o dedo mínimo;
  • Sintomas noturnos: a pessoa acorda com a mão dormente e precisa sacudi-la para aliviar;
  • Piora ao segurar objetos por tempo prolongado, como celular, volante ou livro;
  • Perda de força e destreza: objetos escapam da mão, dificuldade para abotoar ou pegar moedas;
  • Dor que irradia do punho para o antebraço e, em alguns casos, até o ombro;
  • Atrofia da musculatura na base do polegar, sinal de compressão avançada.

Causas e fatores de risco

Na maioria das vezes não há uma causa única. Contribuem para a compressão do nervo mediano:

  • Movimentos repetitivos de flexão e extensão do punho, no trabalho ou no esporte;
  • Gestação, pela retenção de líquido, com melhora frequente após o parto;
  • Diabetes, hipotireoidismo, artrite reumatoide e obesidade;
  • Sequelas de fratura do punho que reduzem o espaço do túnel;
  • Predisposição anatômica, mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico. Na consulta, o Dr. Henrique Cembranelli avalia a distribuição da dormência, a força do polegar e realiza testes provocativos, como o sinal de Tinel e o teste de Phalen. A ultrassonografia do punho, feita no próprio consultório, mede o diâmetro do nervo e mostra se há inchaço ou cistos que estejam comprimindo o canal. A eletroneuromiografia confirma o grau de comprometimento e ajuda a decidir entre tratamento clínico e cirúrgico.

Sinal de alerta: dormência constante, que não melhora mais durante o dia, e perda de volume na base do polegar indicam compressão avançada. Nesses casos, adiar a avaliação pode significar sequela permanente de sensibilidade.

Tratamento da síndrome do túnel do carpo em Belo Horizonte

A escolha depende da intensidade dos sintomas, do tempo de evolução e do resultado dos exames. O objetivo é sempre descomprimir o nervo antes que ocorra lesão definitiva.

Tratamento clínico

Nos casos leves e moderados, o primeiro passo é a órtese noturna, que mantém o punho em posição neutra e reduz a pressão sobre o nervo enquanto a pessoa dorme. Somam-se ajustes ergonômicos, pausas nas atividades repetitivas e exercícios de deslizamento do nervo.

Infiltração guiada por ultrassom

Quando a órtese não basta, a infiltração de anti-inflamatório ao redor do nervo, feita com o ultrassom mostrando a agulha em tempo real, alivia os sintomas em boa parte dos pacientes e serve também como teste diagnóstico. A precisão da técnica guiada evita lesão do nervo e dos tendões.

Cirurgia videoartroscópica minimamente invasiva

Nos casos refratários ou com comprometimento importante do nervo, a solução é a liberação cirúrgica do ligamento transverso do carpo. O Dr. Henrique Cembranelli realiza o procedimento por videoartroscopia, com incisão mínima, sem abrir a palma da mão. A cirurgia dura poucos minutos, é feita com anestesia local ou regional e permite retorno mais rápido às atividades, com menos dor na cicatriz do que a técnica aberta tradicional.

Recuperação após a cirurgia do túnel do carpo

O alívio da dormência noturna costuma ser percebido nos primeiros dias. A mão pode ser usada para atividades leves logo após o procedimento, e o retorno ao trabalho varia de uma a quatro semanas, conforme a exigência física. A sensibilidade se recupera progressivamente; em compressões antigas, a melhora completa pode levar alguns meses e, em parte dos casos, parte da perda não regride, o que reforça a importância de não adiar o tratamento.

Quando procurar um cirurgião da mão

Procure avaliação se a dormência nas mãos se repete por mais de duas semanas, se acorda à noite com a mão dormente ou se percebe que objetos estão escapando. O Dr. Henrique Cembranelli é ortopedista com residência em Cirurgia da Mão e experiência internacional em artroscopia de punho, e atende em Belo Horizonte no Belvedere e no bairro Funcionários. Outras condições que provocam dor e travamento na mão, como o dedo em gatilho, podem coexistir com o túnel do carpo e são avaliadas na mesma consulta.

Perguntas frequentes sobre síndrome do túnel do carpo

Túnel do carpo tem cura?

Sim. Quando tratada antes de ocorrer lesão definitiva do nervo, a síndrome do túnel do carpo tem cura, seja com tratamento clínico nos casos leves, seja com a liberação cirúrgica do ligamento nos casos avançados. Quanto mais tempo de compressão, menor a chance de recuperação completa da sensibilidade.

Mão dormente à noite é sempre túnel do carpo?

É a causa mais comum, mas não a única. Compressão do nervo ulnar no cotovelo, hérnia de disco cervical e neuropatia do diabetes também provocam dormência. A distribuição dos sintomas e os testes na consulta diferenciam cada causa; por isso a avaliação com especialista em mão é importante.

A cirurgia do túnel do carpo é dolorosa? Quanto tempo leva?

O procedimento dura cerca de 15 a 20 minutos, com anestesia local ou regional, e o paciente vai para casa no mesmo dia. Pela técnica videoartroscópica, a incisão é mínima e fica fora da palma, o que reduz a dor na cicatriz e acelera o retorno às atividades.

Quanto tempo fico afastado do trabalho depois da cirurgia?

Atividades leves são liberadas nos primeiros dias. Para trabalho de escritório, o retorno costuma ocorrer em uma a duas semanas; para atividades com esforço manual intenso, em três a quatro semanas. O prazo é definido caso a caso na consulta de retorno.

Infiltração no túnel do carpo funciona?

Funciona na maioria dos casos leves e moderados, sobretudo quando feita com ultrassom guiando a agulha. O alívio pode durar meses. Se os sintomas voltam ou o exame mostra lesão do nervo, a cirurgia é o caminho indicado.

Túnel do carpo na gravidez precisa operar?

Raramente. Na gestação a compressão costuma vir da retenção de líquido e melhora após o parto. O tratamento é feito com órtese noturna e, se necessário, infiltração. A cirurgia só é considerada se houver perda de força ou persistência dos sintomas após o puerpério.

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O Dr. Henrique Cembranelli avalia o grau de compressão do nervo e indica o tratamento adequado, do clínico ao cirúrgico minimamente invasivo, em Belo Horizonte.

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